- Olha Lucrecia, um corpo estendido no chão...
- Me poupe, Ariosvaldo, isso deve ser assalto.
- É uma mulher! Deve tá precisando de ajuda Lucrecia...
- Era só o que faltava Ariosvaldo! Nos tempos de hoje, parar pra ajudar gente na estrada...
- Mas Lucrecia podia ser você...
- Tá me agourando Ariosvaldo? Desgraçado!
- Eu não consigo fingir que não vejo Lucrecia, vou lá ajudar...
- Se você parar esse carro Ariosvaldo, eu me mando daqui e te deixo.
- Você e sua consciência que sabem Lucrecia...
Meses depois Ariosvaldo e Aricenia casaram-se. Ele, viúvo. Ela, uma moça simples que lia Clarice
e caíra na estrada torcendo o pé enquanto colhia flores. Lucrecia, coitada, que havia fugido no carro
e deixado Ariosvaldo para trás morreu de acidente e ficou três dias na estrada porque ninguém
parou pra ajudá-la achando que era assalto.
*Eu ia contar que quando Ariosvaldo chegava próximo ao corpo ele via ele mesmo. Sou romântica
demais pra isso. Também pensei no sexto sentido feminino.
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