7 de mar. de 2026
Pertença
Informação.
Mas foi num conto. Nele a ferida exposta de uma dor guardada não, escondida.
Existência como século. Na primeira metade foi a vivência. Para só agora o momento de compreender ou ainda, por ter esse mundo compartilhado, logo, não sendo única pude dividir a alma.
E foi tudo muito rápido. Já no outro dia me falou que precisava dessa pertença.
Não ser única.
Eu te abraço. até sentir o calor ou o frio das suas mãos.
E canto. Canto alto.
Ariosvaldo e Lucrecia
- Olha Lucrecia, um corpo estendido no chão...
- Me poupe, Ariosvaldo, isso deve ser assalto.
- É uma mulher! Deve tá precisando de ajuda Lucrecia...
- Era só o que faltava Ariosvaldo! Nos tempos de hoje, parar pra ajudar gente na estrada...
- Mas Lucrecia podia ser você...
- Tá me agourando Ariosvaldo? Desgraçado!
- Eu não consigo fingir que não vejo Lucrecia, vou lá ajudar...
- Se você parar esse carro Ariosvaldo, eu me mando daqui e te deixo.
- Você e sua consciência que sabem Lucrecia...
Meses depois Ariosvaldo e Aricenia casaram-se. Ele, viúvo. Ela, uma moça simples que lia Clarice
e caíra na estrada torcendo o pé enquanto colhia flores. Lucrecia, coitada, que havia fugido no carro
e deixado Ariosvaldo para trás morreu de acidente e ficou três dias na estrada porque ninguém
parou pra ajudá-la achando que era assalto.
*Eu ia contar que quando Ariosvaldo chegava próximo ao corpo ele via ele mesmo. Sou romântica
demais pra isso. Também pensei no sexto sentido feminino.
24 de jan. de 2016
1 de nov. de 2015
maçã e morangos
Percebeu.
Durante a limpeza da caixa de areia, contemplava as noticias dos jornais à medida que os forrava pelo chão.
Que atraente Senhora Palavra.
Uma familiaridade lhe ocorreu.
s a u d e
saudade
árvore
revoa
e soa
e verde voa.
11 de ago. de 2014
Percebemos que as pessoas adoram saber da vida do outro.
Tenho lido bastante sobre Reich, Lower, Bioenergética.
Te contei três coisas que tenho vivido.
Li "a erva do diabo". Muito tempo se passou.
Entre a meditação e as drogas, prefiro aquela.
Contei tudo de mim.
Blues me lembra:
ela dançando de olhos fechados, segurando um copo numa das mãos. Luzes no palco. Plateia entre penumbra e geleias coloridas. pessoas dançando de olhos fechados, copos e garrafas nas mãos. Precisa sentar, ou encher o copo. Sai acotovelando pessoas. Deixa o copo no balcão. Vai ao banheiro. Precisa mijar. Molha o rosto. Prende os cabelos. Passa batom. Vai ao jardim, acende um. Sente-se flutuar e decide dançar. Esta fluida, sensual. Fumaça. Pessoas sentadas na grama. Gaita, violão, violino, pandeiro. Ela dançando de olhos fechados, segurando um bongue nas mãos...
25 de jul. de 2014
Pensei na morte. Pra mim ela é algo sem sentido. Sem gosto. Sem graça. Sem noção ou explicação. De vez em quando alguém morre em sacrifício de uns tantos outros. Isso é o que pode amenizar ou dar um sentido à morte de pessoas que julgamos maravilhosas. Parece que tudo perde o sentido. Dor em toda a sua intensidade. Aceitamos a morte de alguém querido porque algo na gente também morre. Aceitar é seguir.
Eu sempre penso no quanto acho a morte uma interrupção absurda. Eu acho. Oxalá exista mesmo outro mundo. Quer dizer isso se não for como Dante nos contou. Porque vai que a pessoa foi cretina toda a vida. Fudeu-se!
Mas outro dia escutei uma historinha de umas folhas que despencavam uma a uma para renascer.
Dessa Forma, a vida pra mim, e não pela morte, mas porque tenho impulso de vida, tenho tentado viver do jeito que gosto e me faz bem. Fácil não se aplica a isso se pensar em alguém pensando por mim. Enfim, pretendo sorvê-la inteira, a vida!
29 de out. de 2013
12 de abr. de 2013
...
Vi uma blusa com uma foto de Raul Seixas e uma frase que dizia para não alimentar parasitas se referindo aos políticos.
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Lembrei que não há absolutamente nada que eu possa falar que já não tenha sido dito.
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música.
